Banco esclarece que possíveis operações com fundos árabes são avaliadas pelo acionista controlador e ainda não foram deliberadas pela companhia.
O Banco de Brasília (BRB) informou, em comunicado divulgado na terça-feira (13), que não existe decisão formal da instituição sobre uma possível negociação de R$ 6 bilhões com fundos árabes. O esclarecimento foi apresentado após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre uma reportagem publicada pelo UOL.
A matéria, divulgada em 9 de outubro de 2026, tinha como título “Governadora do GDF diz que BRB negocia R$ 6 bilhões com fundos árabes”. Diante da publicação, a CVM solicitou explicações ao banco por meio do Ofício nº 275/2026/CVM/SEP/GEA-1.
Em resposta, o BRB afirmou que seu acionista controlador está avaliando alternativas para fortalecer a estrutura patrimonial. Segundo a instituição, essas avaliações devem observar os procedimentos legais, regulatórios e de governança aplicáveis.
O banco explicou que participa desse processo por meio de apoio técnico ao controlador. No entanto, ressaltou que as informações mencionadas na reportagem dizem respeito a iniciativas e avaliações conduzidas pelo acionista controlador, e não a uma operação formalmente aprovada pela instituição.
De acordo com o comunicado, até 13 de outubro não havia ato ou deliberação formal do BRB relacionado ao assunto e ao valor de R$ 6 bilhões citado na notícia.
A instituição também informou que, com base nos dados disponíveis, não identificou fato adicional de sua responsabilidade que exigisse a publicação de um fato relevante, conforme as regras da Resolução CVM nº 44/2021.
O BRB destacou, entretanto, que essa avaliação poderá ser revista caso ocorram avanços nas tratativas ou mudanças nas circunstâncias consideradas relevantes para o mercado.
O comunicado não apresenta detalhes sobre eventuais fundos envolvidos, condições financeiras ou prazos para uma possível operação. Também não confirma a existência de um acordo firmado com investidores.
Ao prestar os esclarecimentos, o banco reafirmou que continuará observando as exigências de divulgação de informações ao mercado previstas na regulamentação.