As portas para a aposentadoria ficam um pouco mais estreitas em 2026. Isso porque as regras de transição criadas pela reforma da Previdência de 2019 preveem ajustes anuais e automáticos que tornam os requisitos progressivamente mais exigentes.
Neste ano, trabalhadores que planejam parar de trabalhar precisarão atingir pontuações maiores ou esperar mais tempo, dependendo da modalidade de aposentadoria escolhida. As alterações atingem tanto empregados do setor privado quanto servidores públicos e professores.
Pontuação sobe para trabalhadores em geral
Uma das principais mudanças afeta quem busca a aposentadoria pela regra de pontos. A partir de agora, mulheres precisam alcançar 93 pontos - um a mais que em 2025 - enquanto homens devem chegar a 103 pontos. Essa pontuação resulta da combinação entre a idade do trabalhador e seus anos de contribuição ao INSS.
Para o funcionalismo público, a lógica é semelhante, mas há critérios extras: homens devem ter no mínimo 62 anos e 35 de contribuição; mulheres, 57 anos e 30 de contribuição. Além disso, ambos precisam comprovar pelo menos duas décadas atuando no serviço público e cinco anos no cargo atual.
Idade mínima avança seis meses
Outra modalidade de transição também sofreu ajuste. Trabalhadores com extenso histórico de contribuição, mas que optam por se aposentar mais cedo, agora enfrentam idades mínimas de 59 anos e seis meses para mulheres e 64 anos e seis meses para homens.
Esse aumento de meio ano faz parte de um cronograma que se estenderá até 2031, quando as idades mínimas chegarão a 62 e 65 anos, respectivamente. Para acessar esse benefício, mulheres devem ter pelo menos 30 anos de contribuição, e homens, 35 anos.
Magistério ganha meio ano na idade de aposentadoria
Os profissionais da educação também sentiram o impacto das mudanças. Professoras da educação básica podem se aposentar ao completarem 54 anos e meio, enquanto professores precisam atingir 59 anos e meio.
O cronograma de transição para a categoria segue até 2031, quando as idades finais serão de 57 e 60 anos. É necessário comprovar 25 anos de magistério para mulheres e 30 anos para homens. Essa norma se aplica a docentes de escolas particulares, instituições federais e municípios de pequeno porte.
Aposentadoria por idade segue estável
Diferentemente das outras modalidades, a aposentadoria por idade - voltada principalmente para trabalhadores de menor renda - já concluiu seu período de transição. Desde 2023, os requisitos estão definidos: 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, ambos com no mínimo 15 anos de contribuição.
Ferramentas do INSS ajudam no planejamento
Para evitar surpresas, o INSS oferece simuladores que permitem ao segurado verificar quando poderá se aposentar. O serviço está disponível tanto no portal meu.inss.gov.br quanto no aplicativo Meu INSS, compatível com sistemas Android e iOS.
A plataforma apresenta dados personalizados sobre idade, tempo de contribuição e projeções de quando o trabalhador se enquadrará em cada uma das regras vigentes. O sistema ainda permite baixar um relatório completo em PDF.
Algumas regras já expiraram
Vale destacar que nem todas as regras de transição ainda estão ativas. Os chamados "pedágios" - de 50% e 100% sobre o tempo de contribuição - já foram integralmente cumpridos e não se aplicam mais a novos aposentados em 2026. Essas modalidades eram destinadas exclusivamente a quem estava muito próximo da aposentadoria em 2019.
Trabalhadores enfrentam critérios mais rígidos para se aposentar a partir de 2026
Mudanças automáticas previstas na reforma da Previdência elevam pontuação e idade mínima; entenda o que muda para você